domingo, 22 de março de 2015

RODA DE CONVERSA EM REPÚDIO AO GOLPE DE 64 / PREPARAÇÃO DA ATIVIDADE DO DIA 25

























RODA DE CONVERSA EM REPÚDIO AO GOLPE DE 
64 / PREPARAÇÃO DA ATIVIDADE DO DIA 25 


Quarta-feira, dia 1º de abril/2015, às 18h30min.
Local: IHG - Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza - BH/MG

Neste mês de abril faremos duas atividades contra o golpe de 64 e contra a ditadura (1964-1985):

No dia 1º de abril, vamos fazer uma roda de conversa em repúdio aos 51 anos do golpe de 1964, à ditadura militar e aos seus desdobramentos nos dias de hoje - sempre na perspectiva da luta independente por memória, verdade e justiça. 

Neste dia, 1º de abril, vamos construir a outra atividade - REPÚDIO AO GOLPE DE 64! 51 ANOS! ABAIXO A DITADURA! - que será realizada no dia 25/04/2015.

Abaixo o golpe! Abaixo a ditadura!

Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar e para aqueles que cometem estes mesmos crimes contra a humanidade nos dias de hoje! Abaixo o terror de Estado e do Capital!

Evento em rede social:
https://www.facebook.com/events/659769307468179/

segunda-feira, 9 de março de 2015

Reunião da FIMVJ/MG: 18/03/2015


Reunião da Frente Independente 
pela Memória, Verdade e Justiça/MG
*Quarta-feira, dia 18/03/2015, às 18h30min
Local: IHG - Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza - BH/MG

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015



















1ª REUNIÃO 2015 DA FRENTE INDEPENDENTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA/MG
Quarta-feira, dia 25/02/2015, às 18h30min
Local: IHG - Rua Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza - BH/MG
Pauta:
- Avaliação do relatório da CNV
- Situação dxs presxs políticxs
- Novas ações e questões organizativas
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NOSSAS LUTAS:
PELO DIREITO À MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA!
- Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar e para aqueles que cometem estes mesmos crimes contra a humanidade nos dias de hoje! Abaixo o terror de Estado e do Capital!
- Pela abertura irrestrita dos arquivos da repressão! Pela erradicação da tortura e pelo desmantelamento do aparato repressivo!
- Pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil a punir os responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos políticos ocorridos durante a ditadura militar!
- Todo apoio às iniciativas de construção de comissões independentes de memória, verdade e justiça!
ABAIXO A REPRESSÃO! PELA LIBERDADE DE PROTESTO, MANIFESTAÇÃO E EXPRESSÃO!
- Pelo fim da Lei de Segurança Nacional! Pelo fim das leis repressivas! Pelo fim dos processos e pelo trancamento de todas as ações penais contra manifestantes! Pela libertação imediata das presas e dos presos políticos de 2013, 2014 e 2015! Pelo fim das prisões e perseguições! Liberdade já!
- Pela reintegração imediata de todas as trabalhadoras e trabalhadores demitidos por fazerem greve!
- Pelo fim da criminalização dos pobres! Pelo fim da criminalização da luta dos estudantes! Pelo fim da criminalização da luta dos trabalhadores da cidade, do campo e do movimento popular!
- Pelo fim das torturas e das execuções! Pelo fim do genocídio dos jovens, negras e negros, indígenas e pobres!
- Pelo fim do extermínio da comunidade LGBT! Pelo fim da violência contra as mulheres! Abaixo o racismo, abaixo a LGBTfobia e abaixo o machismo!
- Abaixo as UPPs! Abaixo as invasões policiais e militares dos morros, universidades, ocupações e favelas!
- Pelo fim do aparato repressivo! Pelo fim imediato das Guardas Municipais, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Força Nacional de Segurança Pública! Fora as Forças Armadas!
- Nenhum tipo de interlocução com o aparato repressivo!
PELA LUTA INDEPENDENTE, REALIZADA PELA CLASSE TRABALHADORA E PELO MOVIMENTO POPULAR, EM RELAÇÃO AO ESTADO, AOS GOVERNOS, AOS PATRÕES E À INSTITUCIONALIDADE!
Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG
Na luta desde outubro de 2012

domingo, 7 de dezembro de 2014

TOTAL REPÚDIO AO GOLPE DE 1964 - 50 ANOS! ABAIXO A DITADURA! BELO HORIZONTE, 10 DE DEZEMBRO DE 2014 – DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS / Nota da FIMVJ-MG

 TOTAL REPÚDIO AO GOLPE DE 1964 - 50 ANOS! ABAIXO A DITADURA!
BELO HORIZONTE, 10 DE DEZEMBRO DE 2014 
 – DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

            Aos 66 anos da Declaração de Direitos Humanos (1948), o Brasil continua a ocupar a posição de um dos maiores violadores de direitos humanos do mundo.  O ano de 2014 marca o cinquentenário do golpe que submeteu o país a 21 anos (1964- 1985) de ditadura sangrenta, referência para todas as ditaduras instaladas no Cone Sul da América Latina durante as décadas de 1960 e 1970. Estes 21 longos anos foram sucedidos por 29 anos de transição conservadora, pactuada e sem ruptura, muito longe de qualquer perspectiva de desenlace.

                O continuísmo do chamado Estado democrático de direito – que se seguiu à ditadura militar - em relação a este processo é evidente. Seu caráter de classe é o mesmíssimo da ditadura e da transição: o projeto burguês de aceleração da acumulação capitalista/aumento exponencial da exploração e opressão. Na prática, trata-se de um Estado de exceção permanente que se abate sobre os trabalhadores e o povo.   Este Estado foi urdido nas entranhas da ditadura militar pelo mesmo bloco reacionário que a concebeu e concretizou, o qual não se desfez: a burguesia associada ao capital multinacional e ao imperialismo estadunidense, as Forças Armadas, os latifundiários, os donos do aparato midiático, a Igreja Católica enquanto instituição, a ortodoxia cristã.  Daí a manutenção de sua essência: a lógica da Doutrina de Segurança Nacional, ou seja, o terror de Estado.

                Os governos constituídos a partir de 1985 reforçaram tal terror de Estado formatado pela ditadura militar. Este parece estar agora definitivamente consolidado sob a gerência do governo federal Dilma Rousseff (PT, PMDB, PCdoB), do governo estadual de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho/Anastasia/Aécio (PSDB), do governo municipal de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) e dos demais governos estaduais e municipais do país.  Cinquenta anos depois do golpe militar – e mais de dois anos depois da instalação da Comissão Nacional da Verdade – honra-se ainda o pacto com os militares e os empresários O aparato repressivo se mantém ativo; a questão dos mortos e desaparecidos não foi sequer equacionada; os arquivos da repressão não foram abertos; a tortura, os assassinatos e desaparecimentos políticos, adotados como política de Estado pela ditadura,  permanecem como tal e continuam impunes.

 Em maio de 2010, esta impunidade foi institucionalizada: o Supremo Tribunal Federal confirmou a tese dos militares ao decretar a blindagem daqueles que torturaram, estupraram, mataram, esquartejaram e ocultaram cadáveres de presos políticos. Ficou sacramentado que eles não são passiveis de punição.  O Estado brasileiro, assim, anistiou crimes contra a humanidade, os quais, por definição, são imprescritíveis, inafiançáveis e inanistiáveis.   No início de dezembro de 2014, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) da Organização dos Estados Americanos notificou o Estado brasileiro pelo não cumprimento das determinações a que foi condenado em sentença de 2010. A Corte IDH acusa o Brasil de “perpetuar a impunidade”: as principais providências cobradas são a localização dos desaparecidos e a retirada dos obstáculos à responsabilização penal dos torturadores e assassinos de presos políticos – inclusive a Lei de Anistia. A cifra dos torturados nos porões da ditadura passa dos 40 mil. Não sabemos o número real dos mortos e desparecidos – certamente superior aos 435 nomes consolidados - uma vez que os arquivos continuam fechados.  Além disso, não foram contabilizadas grande parte dos camponeses, trabalhadores rurais e a totalidade dos indígenas chacinados aos milhares pelo Estado e o latifúndio.  A lista dos torturadores nomeados por presos políticos[1] - a mais completa, mas ainda não exaustiva – contém 444 nomes.  Trata-se de cadeia de comando. Assim sendo, todos que dela participaram ou com ela colaboraram têm também que ser nomeados, responsabilizados e punidos.

                A cultura da mentira organizada, garantia do silêncio sobre os crimes contra a humanidade praticados pela ditadura, é elemento constitutivo também do Estado de exceção permanente em vigor. Ocultaram-se os crimes da ditadura, ocultam-se os crimes do tal Estado democrático de direito, tão repressor quanto a ditadura que o engendrou. Está instalada uma guerra generalizada contra os pobres. Esta promove a política de encarceramento em massa – temos a quarta população carcerária mundial - e a banalização das mortes nas masmorras em todo o território nacional. Promove-se igualmente o genocídio sistêmico contra negros e negras, jovens, pobres e indígenas – estes últimos em fase final de extermínio.  O infame dispositivo dos autos de resistência seguidos de morte - que outorga aos policiais o direito de matar- também é alçado a política de Estado.

                Aqui, preconceito, discriminação, machismo, homofobia, lesbofobia e transfobia são estruturais. O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres – a maioria das vítimas é composta de jovens negras.  Minas Gerais é o segundo estado com maior número de violências contra a mulher. Há uma escalada do extermínio da comunidade LGBT, também um dos maiores do mundo. A cultura hegemônica não nega sua ancestralidade jesuíta, colonizada, patriarcal e escravocrata.

 A Polícia Militar brasileira matou, em cinco anos, 9 691 pessoas. É a polícia que mais mata, entre todas as polícias do planeta.  Em 2013, foram 2 212 mortos – 105 por mês, 6 por dia!  O pedreiro Amarildo Souza, trucidado sob tortura na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha-Rio de Janeiro, em julho de 2013, é um deles. Como milhares de outros, continua desparecido! Nesta sociedade do desaparecimento, a tortura, as mortes e os desaparecimentos forçados continuam institucionalizados.  Ainda em julho de 2013, também no Rio, 15 moradores do Complexo da Maré foram executados pela PM.  Rio de Janeiro e São Paulo têm as PMs mais sanguinárias do Brasil. No Rio, as UPPs se efetivam como política de Estado.  Agora reforçadas pelas Forças Armadas, consolidam o projeto higienista de extermínio através da chamada doutrina de pacificação, sucedânea da Doutrina de Segurança Nacional.  Em São Paulo, foram 10 152 mortes nos últimos 19 anos – média de 45 por mês. A visibilidade destes assassinatos em massa foi reforçada pela atuação do Movimento Mães de Maio a partir da denúncia dos crimes de maio de 2006.   Em todo o país, os massacres se sucedem em ritmo frenético.  A título de exemplo mais recente: no dia 4 de novembro deste ano, a população pobre e negra de Belém do Pará foi vítima de mais uma chacina. Em sua sanha de vingança da morte de um policial militar miliciano assassino, a Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM) atacou indiscriminadamente comunidades de periferia e executou sumariamente pelo menos 20 pessoas.  Em 2013, segundo dados oficiais, 135 paraenses foram mortos por policiais.  

A criminalização dos movimentos sociais é outro componente essencial deste Estado de exceção permanente, que reprime selvagemente todas as formas de luta dos trabalhadores e do povo: manifestações, greves, ocupações rurais e urbanas, protestos estudantis. As grandes empreiteiras, colaboradoras fiéis da ditadura militar, financiadoras do aparato repressivo – as mesmas responsáveis pelo recente caso de corrupção multibilionária da Petrobrás, em conluio com o governo federal e os partidos hegemônicos – têm sistematicamente militarizado seus canteiros de obras transformando-os em campos de concentração especializados em moer trabalhadores.  Operários, camponeses, trabalhadores rurais, dirigentes sindicais e comunidades indígenas inteiras são monitorados, perseguidos, demitidos, indiciados, presos, torturados, mortos e desaparecidos na luta contra as grandes obras das Parcerias Públicoprivadas/PPPs, as hidrelétricas, o latifúndio e o agronegócio. O caso mais recente é o de Cleomar Rodrigues de Almeida, coordenador político da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas e Sul da Bahia, executado pelo latifúndio no dia 22/10/2014, em Pedra de Maria da Cruz-MG, tocaiado por pistoleiros a soldo dos latifundiários da região.

 Nas jornadas de junho de 2013 e nas lutas anticopa de 2014, todo o aparato repressivo foi utilizado na tentativa de aniquilação do movimento e dos manifestantes, considerados forças oponentes pelo Estado.  O saldo é terrível: milhares de manifestantes presos, espancados e torturados em todo em todo o Brasil. Em BH, todos os 37 presos no CERESP, no dia 7 de setembro de 2013, foram torturados e submetidos a maus tratos.  Dezenas foram indiciados - só no Rio são 23, também espancados e torturados. Houve, pelo menos, três dezenas de mortes.  Em BH e região metropolitana foram 4 : Douglas Henrique de Oliveira e Souza, Luiz Felipe Aniceto de Almeida, Luís Estrela e Lucas Daniel Alcântara Lima.   É emblemático o fato de que o único caso transitado em julgado é o de Rafael Braga Vieira, jovem negro em situação de rua, catador de materiais recicláveis.  Ele cumpre pena de 5 anos e 10 meses de prisão no Complexo Penitenciário de Bangu/Rio de Janeiro  por porte de explosivos – que eram, na verdade, inofensivos materiais de limpeza. Ainda no Rio, nesta quarta-feira (03/12/2014), no contexto de escalada da criminalização do movimento popular, foi decretada prisão preventiva de três militantes: Elisa Quadros Pinto (Sininho), Karlayne Pinheiro e Igor Mendes da Silva.  Este último foi preso e encaminhado para o Complexo Penitenciário de Jericinó. 

O agravante deste quadro é que a situação de barbárie à qual está submetida a sociedade brasileira é fenômeno globalizado, constituindo-se em núcleo duro do sistema capitalista.  Ela tem sido levada às máximas consequências pelo totalitarismo de mercado – verdadeiro nome do neoliberalismo triunfante.  Sua expressão exacerbada é o massacre dos 49 estudantes da combativa Escola de Magistério de Ayotzinapa/México - 6 mortos e 43 desaparecidos.  Eles foram executados em ação conjunta da polícia e do narcotráfico locais , a mando do então  prefeito da cidade  de Iguala (agora ex-prefeito preso), com a conivência e a leniência do presidente Enrique Peña Nieto e dos partidos hegemônicos (PRI, PAN,PRD).   Se o terror do Estado burguês é global, a solidariedade de classe e a luta contra a opressão burguesa são internacionais. Manifestamos o mais veemente repúdio ao Estado mexicano!  Prestamos incondicional solidariedade à luta dos estudantes de Ayotzinapa !  Vivos los llevaram, vivos los queremos!

O objetivo do nosso ato do dia 10 de dezembro de 2014 - Ato público em repúdio ao golpe de 1964 – 50 anos! Abaixo a ditadura!  - é fechar este ano com o combate ao Estado de exceção permanente e a reafirmação das nossas lutas contra ele. Abrimos  nossas manifestações deste ano em 1º de abril  – dia do aniversário  do golpe   - com a Manifestação em repúdio ao golpe de 1964 – 50 anos! Abaixo a ditadura!. Ocupamos, então, o antigo Viaduto Castelo Branco para um tributo aos mortos, desaparecidos, perseguidos, presos e torturados pela ditadura e para a renomeação popular do viaduto.  Ele passou a se chamar Viaduto Dona Helena Greco, referência combativa da luta contra a ditadura e da luta pelos direitos humanos.  

Reiteramos a nossa convicção de que somente a classe trabalhadora e o movimento popular organizados são capazes de erradicar a situação de barbárie vigente. A luta da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça – FIMVJ/MG, assim, é travada na perspectiva da luta de classes – com radicalidade, unidade, horizontalidade, organicidade, autonomia e independência em relação aos governos, ao Estado, aos patrões e à institucionalidade.  A FIMVJ/MG se coloca como um movimento antigovernista, anticapitalista e antinazifascista.  Demarcamos também com os movimentos,  partidos e organizações políticas reformistas que firmam acordos com o aparato repressivo através de comissões conjuntas com a polícia durante as manifestações.  Ao mesmo tempo, estes setores oportunistas e pelegos criminalizam e boicotam aqueles que têm como questões de princípio a independência, o classismo, a radicalidade e a combatividade.  Participam da FIMVJ/MG, presos políticos durante a ditadura, familiares de mortos e desaparecidos políticos, coletivos, entidades, organizações, movimentos e indivíduos que lutaram contra a ditadura e continuam a combater o aparato repressivo, o terror de Estado e todas as formas de exploração e opressão.

NOSSAS LUTAS:
 Pelo direito à Memória, à Verdade e à Justiça!
  •          Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar e para aqueles que cometem estes mesmos crimes contra a humanidade nos dias de hoje! Abaixo o terror de Estado e do Capital!
  •    Pela abertura irrestrita dos arquivos da repressão! Pela erradicação da tortura e pelo desmantelamento do aparato repressivo!
  •          Pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil a punir os responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos políticos ocorridos durante a ditadura militar!
  •          Todo apoio às iniciativas de construção de comissões independentes de memória, verdade e justiça!
 Abaixo a repressão! Pela liberdade de protesto, manifestação e expressão!
  •          Pelo fim da Lei de Segurança Nacional! Pelo fim das leis repressivas! Pelo fim dos processos e pelo trancamento de todas as ações penais contra manifestantes!  Pela libertação imediata das presas e dos presos políticos de 2013 e 2014! Pelo fim das prisões e perseguições!  Liberdade já para Rafael Braga!
  •          Pela reintegração imediata de todas as trabalhadoras e trabalhadores demitidos por fazerem greve!
  •          Pelo fim da criminalização dos pobres! Pelo fim da criminalização da luta dos estudantes! Pelo fim da criminalização da luta dos trabalhadores da cidade, do campo e do movimento popular!
  •          Pelo fim das torturas e das execuções! Pelo fim do genocídio dos jovens, negras e negros, indígenas e pobres!
  •          Pelo fim do extermínio da comunidade LGBT!  Pelo fim da violência contra as mulheres! Abaixo o racismo, abaixo a LGTBfobia e abaixo o machismo!
  •          Abaixo as UPPs! Abaixo as invasões policiais e militares dos morros, universidades, ocupações e favelas!
  •          Pelo fim do aparato repressivo! Pelo fim imediato das Guardas Municipais, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Força Nacional de Segurança Pública! Fora as Forças Armadas!
  •          Nenhum tipo de interlocução com o aparato repressivo!
 Pela luta independente, realizada pela classe trabalhadora e pelo movimento popular,
em relação ao Estado,  aos governos, aos patrões e à institucionalidade!

FRENTE INDEPENDENTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA-MG



[1] ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO.  Projeto ‘Brasil Nunca Mais’. Os funcionários, tomo II, v.3, 1985.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ATO PÚBLICO EM REPÚDIO AO GOLPE DE 1964 - 50 ANOS! ABAIXO A DITADURA! dia 10/12/2014


  ATO PÚBLICO EM REPÚDIO AO GOLPE DE 1964 - 50 ANOS!  
  ABAIXO A DITADURA! 

- Tributo aos mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar (1964-1985).

- Pela libertação imediata das presas e presos políticos de 2013 e 2014! Pelo fim dos processos e pelo trancamento de todas as ações penais contra manifestantes! 

- Pelo fim das torturas e das execuções! Pelo fim do genocídio dos jovens, negras e negros, indígenas e pobres!

- 10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos.

 *MESA/PAINÉIS: 

- Amelinha Teles (SP) - Presa política durante a ditadura / Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e União de Mulheres de São Paulo.

- Cristina Baroni (RJ) - Comissão dos Pais e Familiares dos Presos e Perseguidos Políticos do Rio de Janeiro.

- Débora Maria da Silva (Santos/SP) - Mães de Maio.

- Nilcea Moraleida (BH/MG) - Presa política durante a ditadura / Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça de Minas Gerais.

 *DATA:  quarta-feira, dia 10/12/2014, às 18h30min.

 *LOCAL:  SINDADOS (Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares do Estado de Minas Gerais) - Rua David Campista, 150, Bairro Floresta - BH/MG. 

 *PONTOS DE REFERÊNCIA:  Estação Central do Metrô na Rua Sapucaí, Avenida Francisco Sales, Avenida Assis Chateaubriand e Escola Estadual Barão Macaúbas.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

REUNIÃO DA FIMVJ/MG: QUINTA-FEIRA, DIA 13/11/2014, ÀS 18H30


REUNIÃO DA FRENTE INDEPENDENTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA/MG
Quinta-feira, 13/11/2014, às 18h30min.
Local: IHG - Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, BH/MG

Pauta: atividade do dia 10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos - e outros encaminhamentos

Evento em rede social: 


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A LUTA PELA ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA VERSUS A ANISTIA PARCIAL DA DITADURA MILITAR - Nota da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG - 28 de agosto de 2014


A LUTA PELA ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA
VERSUS
A ANISTIA PARCIAL DA DITADURA MILITAR

Há 35 anos, no dia 28 de agosto de 1979, foi promulgada a lei 6683 – a lei de anistia parcial.  O tema da anistia foi colocado em pauta em plena ditadura militar (1964-1985) pela combatividade dos movimentos de resistência articulados pelos Comitês Brasileiros de Anistia/CBAs e pelo Movimento Feminino pela Anistia/MFPA.  Estes movimentos exigiam a Anistia Ampla, Geral e Irrestrita a partir do combate aberto contra o terror de Estado. Travavam luta direta contra a Doutrina de Segurança Nacional, a qual determinava: a necessidade de eliminação dos inimigos internos – todos que faziam oposição ao regime; a adoção da tortura como política de Estado; a destruição continuada do espaço público; a fabricação do esquecimento; o exercício da censura e da mentira organizada. 

Para os CBAs e o MFPA a Anistia só poderia ser Ampla, Geral e Irrestrita se fossem efetivados seus princípios programáticos: erradicação da tortura e das leis de exceção; esclarecimento das torturas, dos assassinatos e dos desaparecimentos políticos; localização dos desaparecidos, devolução aos familiares, informação à sociedade; responsabilização e punição do Estado e seus agentes por estes crimes de lesa humanidade; desmantelamento do aparato repressivo.  Esta luta só poderia ser travada no chão da cidade, com independência e radicalidade. 

A Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, no entanto, não prevaleceu.  Foi aprovada a lei de anistia parcial da ditadura, a qual reflete a sua matriz, a Doutrina de Segurança Nacional: anistia restrita e condicional para os opositores e anistia total e prévia para os agentes da repressão que estupraram, torturaram, mataram, esquartejaram e ocultaram cadáveres!   É este o sentido da mal chamada reciprocidade, balão de ensaio fabricado pela ditadura. 

Esta lei foi repudiada pelo movimento pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.  Este articulava o conjunto das oposições combativas à ditadura militar.  A anistia parcial da ditadura, portanto, não foi resultado de um pacto firmado com a sociedade brasileira. Foi, ao contrário, um arranjo feito no interior do bloco do poder com a adesão escancarada dos setores ditos liberais e a conivência daqueles setores da esquerda que já renegavam o caminho da luta. É o mesmo bloco que concebeu e realizou a ditadura militar em nome do projeto burguês de modernização conservadora do capitalismo: a burguesia, associada ao capital internacional – logo, ao imperialismo estadunidense; o aparato midiático; os latifundiários; as Forças Armadas e a ortodoxia cristã.  Este bloco não se desfez: é ele o responsável pela transição política conservadora, pactuada, controlada, sem ruptura, sem desfecho. 

Cinquenta anos depois do golpe militar, consolida-se a anistia de mão dupla concebida pela ditadura.   No governo Lula, a 29/04/2010, o Supremo Tribunal Federal aprova a tal reciprocidade consagrando-a como política de Estado: fica garantida a impunidade aos agentes da ditadura que cometeram crimes de lesa humanidade. Na mesma toada, o governo Dilma instala a farsa da Comissão Nacional da Verdade/CNV, a 16/05/2012. Entre outros expedientes espúrios, a CNV descaracteriza o foco na ditadura militar (o período a ser coberto vai de 1946 a 1988!), cultiva a prática do sigilo, interdita o exercício da justiça substituindo-o pelo apelo à reconciliação nacional, exclui os familiares de mortos e desaparecidos políticos e os movimentos organizados do processo.  Com tal comissão da verdade e reconciliação o governo federal honra o pacto firmado com as Forças Armadas.

Trinta e cinco anos depois da lei de anistia parcial continuam valendo todos os princípios programáticos do movimento pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita: o contencioso da ditadura militar não foi sequer equacionado.   Há uma reciclagem evidente da Doutrina de Segurança Nacional: o Brasil continua a ser o país dos mortos e desaparecidos políticos – da época da ditadura e dos dias de hoje.  É também o país das chacinas periódicas.  A tortura continua a ser uma das instituições nacionais mais sólidas. O aparato repressivo continua a operar e tem aumentado os instrumentos de violência à sua disposição.   A Polícia Militar brasileira é considerada a mais violenta do mundo – responsável pelo maior número de mortes e desaparecimentos, entre todos os países do planeta. 

Continua em vigor a Lei de Segurança Nacional e radicalizam-se cada vez mais as leis que criminalizam os movimentos sociais: seus alvos principais agora são as lutas dos trabalhadores e do povo.  São também os milhões de manifestantes que ocuparam as ruas durante a Copa das Confederações (junho 2013) e a Copa do Mundo (junho 2014).  Muitos destes, além de selvagemente reprimidos em praça pública, foram presos, torturados e se tornaram réus.  Fazem parte do conjunto dos novos presos políticos brasileiros.

Assim, o chamado Estado democrático de direito não é outra coisa senão o Estado penal. São suas características: a guerra generalizada contra os pobres, a juventude e os trabalhadores; a criminalização de suas lutas; o genocídio institucionalizado contra negros, indígenas e pobres; a política de encarceramento em massa;   o extermínio da comunidade LGBTT.  Pratica-se uma política de higienização e segregação ditada pelo capital, pela especulação imobiliária e pelo latifúndio/agronegócio. As remoções forçadas nas cidades e no campo e as ocupações policiais e militares de morros e favelas constituem verdadeiras operações de guerra.  Trata-se de política de extermínio, da qual as Unidades de Polícia Pacificadora/UPPS são exemplos definitivos. Em Belo Horizonte, há um massacre anunciado, de responsabilidade direta dos governos municipal de Márcio Lacerda (PSB), estadual de Anastasia, Aécio e seus cúmplices (PSDB) e federal de Dilma Rousseff (PT, PCdoB, PMDB). As Ocupações do Isidoro - Rosa Leão, Estrela e Esperança.- estão ameaçadas de despejo forçado.  Desta vez é armada uma operação de guerra contra mais de 30 mil pessoas que resistem no terreno onde construíram suas casas com as próprias mãos.

 Da mesma forma que a ditadura militar, o Estado democrático de direito naturaliza suas próprias iniquidades e se institui como Estado de exceção. Para combater esta situação de barbárie reafirmamos a justeza da luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita e assumimos os seus princípios programáticos, reatualizando-os:


PELO DIREITO À VERDADE, À MEMÓRIA E À JUSTIÇA!
·         -Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar e para os que cometem os mesmos crimes contra a humanidade nos dia de hoje!

·       -  Pela abertura irrestrita dos arquivos da repressão! 

·       - Pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Brasil a punir os responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos políticos ocorridos durante a ditadura militar!

ABAIXO A REPRESSÃO!  PELA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO E EXPRESSÃO!

·         -Pelo fim da Lei de Segurança Nacional! Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais!

·        - Pelo fim da criminalização dxs pobres!  Pelo fim da criminalização das lutas dxs estudantes! Pelo fim da criminalização da luta dxs trabalhadorxs da cidade, do campo e do movimento popular!

·         -Pelo fim das torturas e execuções!  Pelo fim do genocídio dxs jovens negrxs, indígenas e pobres! Pelo fim do extermínio da comunidade LGBTT!

·      -   Abaixo as UPPs!  Abaixo as invasões policiais e militares dos morros, universidade, ocupações e favelas!

·       -  Pelo fim do aparato repressivo!  Pelo fim imediato das guardas municipais, das polícias e da Força Nacional de Segurança Pública!

FRENTE INDEPENDENTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA-MG
Belo Horizonte, 28 de agosto de 2014N.



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